Há algum tempo queria instalar uma distribuição Linux, mas ainda estava num mimimi de que precisava trocar o HD antes — 80GB é muito pouco para três partições: Linux, Windows e arquivos. Para eu dar um jeito na bagunça que estava meu HD, faltava admitir que o Windows XP — reinstalado pela última vez em setembro/2008 de acordo com os dvds de backup — já estava muito lento.
Backup
Formatar e particionar o HD, depois instalar Windows e Linux não demora tanto. A pior parte é o backup. Nisto meu HD se parece com o cantinho onde guardo meus livros: paro para pensar em como acumulei tanto papel inútil sempre que vou arrumá-lo. No caso do HD, são arquivos inúteis aos gigabytes.
Resultado: mais um dvd de arquivos. Isso porque já tinha gravado três ou quatro dvds com outros vídeos bem antes de decidir fazer essa mudança.
Instalação
A partição de arquivos já era. Com 80GB, tudo o que pude fazer foi dividir o espaço entre Windows Vista e Linux Mint. A divisão foi 50%-50%. Ou quase isso, porque ainda tive que deixar um espaço para a partição de swap.
Linux!
Depois de alguns dias utilizando Linux, percebi que é mais fácil do que eu pensava. Na verdade, se você não quiser abrir o terminal, acredito que seja possível executar a maioria das atividades por meio de algum gerenciador ou aplicativo integrado ao sistema.
Acostumada com o “next-next-finish” típico da instalação de softwares no Windows, ainda sinto um medinho de que algo dê errado quando preciso instalar alguns softwares utilizando os comandos “./configure”, “make” e “make install”; prefiro o “apt-get”. Por outro lado, o Mint já vem com alternativas para muitos dos softwares que utilizo diariamente.
Já sabia que HDs e pendrives são montados automaticamente. Mas me surpreendi quando, ao conectar a impressora, os drivers foram baixados e instalados. Mais que isso, ao conectar o iPod, o Rythmbox foi aberto e eu pude escolher as músicas que queria ouvir. Ainda sobre o Rhytmbox, a integração com o Last.fm está a poucos cliques, basta salvar as informações de login para que as atualizações sejam enviadas.
Aprovado!
Para finalizar, recomendo que você faça um teste. Utilize um live cd, assim você pode testar várias distribuições, e instalar somente a que gostar mais.
Sugestões:
Ou faça o teste Linux Distribution Chooser do zegeniestudios.net.
Alguns screenshots da última versão do Linux Mint:

Dual-boot: se o Windows estiver instalado em outra partição, você seleciona aqui qual OS quer utilizar.

Login.

Desktop.

Menu: semelhante ao “Iniciar” no Windows.

Mint Install: gerenciador para instalar programas.
Os screenshots são do site linuxmint.com.
Oi Tati. Tive Linux por um bom tempo. É legal, por causa dos vírus, que quase não existem, mas eu tinha muita dificuldade para instalar coisas. Acho que programadores tem mais facilidade. Bjs
Que distro você usava? Acho que o Linux evoluiu nesse aspecto. Encontrei vários aplicativos no Mint Install.
Eu tentei usar como meu sistema default, mas a necessidade de programas só pra windows e que o wine não dá conta me impediram. A falta de um terminal decente no windows é soda.
Tenho usado o Mint como default para internet (email, twitter, msn, …). Mas preciso voltar ao Windows para editar imagens com o Adobe Fireworks. O Gimp é um software muito bom, sem dúvida; o problema é que ainda não sei fazer no Gimp nem 20% do que já sei no Fireworks. (Sim, pesquiso por tutoriais para aprender a fazer edição de imagens no Gimp.) E ainda volto ao Windows para jogar, porque ainda não consegui configurar os drivers da minha NVidia FX 5500. =P
Não é necessário mudar para Linux e, com isso, “esquecer que o Windows existe”. O melhor é utilizar cada sistema operacional naquilo que tiver de melhor, seja Windows, Linux, Mac ou qualquer outro. =D
Qualquer versão do Linux se torna uma mão na roda para quem possui um micro mais velhinho. Fora que no aspecto visual, os efeitos gerados pelo Compiz dão de 10 a 0 no Windows Vista.
Claro que a principal dificuldade ainda é a adaptação para usar os programas similares aos usados no Windows. Como tu mesma falou nos comentários, o Gimp possui uma interface estranha. Porém, existe uma versão cujo layout se aproxima do Photoshop (ironicamente chamada de Gimpshop). Ainda há a possibilidade de se instalar um emulador de Windows no Linux. Eu fiz isso e consigo rodar tranquilamente o Photoshop CS2.
As minhas únicas broncas com o Linux estão se resumindo aos poucos jogos existentes (nem todos rodam pelo emulador do Windows), problemas com configuração do microfone, e a falta de um editor de vídeos decente e prático, como o Adobe Premiere ou até mesmo o Movie Maker.
De fato, quanto a customização e efeitos de área de trabalho, o Compiz dá de 10 a zero em qualquer Windows 7. Desempenho também, na minha experiência.
Contudo, a falta de programas tão bons quanto os existentes pra Windows (e o uso muito frequente que faço deles) é que me levaram a abandonar o Linux e adotar o Windows como meu Sisop de usar em casa.
Além do que, para o meu caso, tudo que preciso fazer no Linux consigo fazer no Windows, mas o contrário não é verdadeiro. Isso pra mim! Porque vai do perfil de cada usuário.
Que falta que um terminal bom me faz, no Windows
Olha se vc gosta de visu do Mint acho que tb irá gostar do satux http://www.satux.org.br, eu uso o Satux e sinceramente não vivo mais sem ele… e ele é totalmente nacional!!!
Adorei o Blog!
Bjuss
Olá. Gostei do seu blog. Boa escolha ao experimentar o Linux. Parabéns. Caso queira algumas dicas pra linux, visite meu site. Ou que tal uma parceria? Valeu!