Islândia, crise e revolução

Muitas pessoas — eu inclusive — compartilharam no Twitter e no Facebook um texto publicado no blog do Nassif: a revolução em curso na Islândia[1]. A fonte desse texto, conforme link no fim do post é uma publicação de 10 de setembro de 2011 no blog EngajArte[2]; o texto original, por sua vez, foi escrito por Deena Stryker e publicado em 1º de agosto de 2011 no site Daily Kos[3].

Localização da IslândiaA Islândia é uma ilha à noroeste do Reino Unido e à leste da Groenlândia. Perdoem-me a eventual imprecisão, providenciei um mapa na Wikipedia que poderá mostrar mais claramente a localização da ilha que tem pouco mais de 100 mil quilômetros quadrados e população estimada de pouco mais de 300 mil habitantes, também conforme uma consulta rápida à enciclopédia online[4].

Pareceu realmente animador o relato de Deena Stryker, no entanto o texto não passa ileso por uma análise um pouco mais atenta. Por exemplo, a Islândia não faz parte da União Europeia, é um membro candidato. Outros erros são apontados pelo texto “a deconstruction of ‘Iceland’s on-going revolution’” — “desconstrução de ‘revolução em curso na Islândia’”[5].

O texto de Stryker diz que:

  • “No início da crise financeira de 2008, a Islândia declarou-se literalmente em falência.”
  • “Em 2003, a dívida da Islândia era igual a 200 vezes o seu PIB, mas em 2007 ela chegou a 900 vezes.”
  • “Os três principais bancos islandeses, Landbanki, Kapthing e Glitnir, quebraram e foram nacionalizados, enquanto que a coroa islandesa perdeu 85% do seu valor em relação ao euro. No final do ano, a Islândia se declarou falida.”
  • “a crise deu lugar à recuperação dos direitos soberanos dos islandeses, através de um processo de democracia direta participativa, que finalmente conduziu a uma nova Constituição”

E o texto publicado no site The Reykjavik Grapevine aponta as correções:

  • A Islândia não foi à falência. Este erro foi duramente criticado em 2008, quando os bancos da Islândia entraram em colapso e se espalhou a notícia de que a Islândia, o país, tinha ido à falência. Isto é tão errado hoje como era na época.
  • Esses números são extremamente imprecisos. A dívida da Islândia era igual a 57% do PIB em 2003 e caiu para 43% do PIB em 2007, de acordo com estatísticas do Banco Mundial. Em 2009, esse percentual chegou a 104%.
  • Mais uma vez a afirmação “no final do ano a Islândia foi à falência” está errada. A Coroa Islandesa perdeu aproximadamente 50% do seu valor em relação ao Euro. (…) Influenciado pelo FMI ou não, pode-se notar que dois dos três bancos que a Islândia não podia socorrer tinham dívidas que eram nove vezes o PIB do país, esses bancos foram privatizados novamente e há atualmente um debate sobre a privatização do terceiro.
  • Houve um referendo para eleger uma Assembleia Constituinte — um grupo de 25 pessoas encarregada de escrever uma nova Constituição. Havia mais de 500 candidatos para escolher, e os resultados foram anulados porque os procedimentos eleitorais apropriados não foram seguidos. Ao invés de realizar outro referendo, os indivíduos foram “nomeados” para uma Comissão Constitucional. Eles já apresentaram uma “proposta” para o projecto da nossa nova Constituição. Mas a Constituição em vigor ainda é a antiga. (…) A ideia de que a Constituição foi feita de forma colaborativa na internet, como a imprensa internacional têm noticiado é, no máximo, meia verdade. Aceitar algumas sugestões por meio da internet não é suficiente para afirmar que ela teria sido escrita por meio da rede.

Os governos tecnocratas impostos aos países europeus mais abalados pela crise põem em xeque instituições democráticas e continuam a seguir a velha receita de “sacrifícios”, fazendo o povo pagar pela ganância sem limites dos arquitetos da crise. Acredito que a repercussão nas redes sociais se deve ao fato de o relato de Stryker ir ao encontro de necessidades de mudanças como maior controle do sistema financeiro, auditoria da dívida e maior participação da população nas decisões em seus países.

Tentar fazer da Islândia um exemplo de como essas transformações já estariam em curso em estágio avançado pode ter repercutido na rede novamente — visto que o texto original é de agosto do ano passado — e se houve alguma contribuição para compreender a crise atual, foi a possibilidade de analisar a conjuntura real daquele país.

[1] A revolução em curso na Islândia no blog do Nassif
[2] “A revolução popular na Islândia” no blog EngajArte
[3] Iceland’s on-going revolution no site Daily Kos
[4] Iceland, Wikipedia
[5] A deconstruction of ‘Iceland’s on-going revolution’ no site The Reykjavik Grapevine

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Consequências indesejáveis causadas pelo hábito de andar de bicicleta

Se você está pensando em substituir o seu carro, ônibus ou o metrô por uma bicicleta, então é importante saber o impacto dessa decisão.

8 efeitos colaterais sobre os quais você não foi informado ao comprar uma bicicleta:

1. Perda de peso. Se você está tentando ser gordo, o ciclismo não é para você. Ciclismo é conhecido por eliminar calorias das reservas de gordura do corpo.

2. Respiração lenta. Pessoas que andam de bicicleta regularmente precisam de mais tempo entre cada respiração, seja durante o exercício ou durante o tempo de descanso.

3. Perigosa redução do estresse. Aqueles que vão para o trabalho de bicicleta são menos propensos hostilidade, que é uma ferramenta importante para a sobrevivência no mundo de hoje.

4. Pontualidade. Ser capaz de navegar pelo engarrafamento da cidade, cortar em lugares onde os carros não cabem e escolher entre as ruas e ciclovias, muitas vezes deixa os ciclistas entediados esperando que os demais cilegas cheguem ao local de trabalho.

5. Estimulação mental sem cafeína. Aqueles que pedalam frequentemente conseguem adquirir uma capacidade natural para estar alertas, portanto não podem justificar a xícara matinal de café.

6. Sensação de invencibilidade. As pessoas que são o seu próprio transporte, muitas vezes sentem que podem realizar qualquer coisa.

7. Pode levar a outras atividades. Ciclismo promove a exploração, curiosidade, e até mesmo a dependência de outros veículos não motorizados.

8. Extrema alegria. Ciclistas regulares têm dificuldade em entender a ira dos motoristas de carros, também estão fora do passatempo popular de falar sobre o tráfego. E sorrisos demais podem causar linhas de expressão na face.

Encontrei no blog Bicicletas, ciudades, viajes…

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Feliz 2012!

O fim de cada ano sempre é uma época em que se multiplicam as mensagens com desejos de amor, paz, felicidade, saúde. É bom descansar um pouco, ler e enviar mensagens boas a familiares e amigos. Mas também desejo todos os dias mais solidariedade, mais respeito ao próximo e ao ambiente, menos consumismo, menos egoísmo.

Entre meus objetivos, está fazer parte da construção do caminho que nos levará a um mundo mais humano e justo. Utopia? Pode ser. Mas o que somos sem sonhos? O que somos se não tivermos o desafio de projetar o rumo e as decisões necessárias para chegar o mais próximo possível desse ideal?

Ninguém disse que seria fácil, eu acredito que não é impossível.

Charge do Santiago: Fim do mundo em 2012“E o mundo? Vai acabar em 2012?” “Se for o mundo da concentração da riqueza, da agressão ao meio ambiente, da dominação das grandes potências, das manipulações da grande mídia, da ditadura dos organismos financeiros, então vai ser um ótimo fim do mundo!”
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Limite de download do PNBL equivale ao limite de 1,5 clique por dia

Em julho, publiquei o post “PNBL com limite de download não serve!”, em que comento sobre porque acho o limite de download do PNBL muito baixo. Alguns dias atrás, conversei com João Varella, redator do Portal R7, para uma matéria sobre esse limite de download. O texto foi publicado hoje.

Plano Nacional de Banda Larga dá navegação de 80 segundos por dia
Cliente pode abrir 1,5 página por dia; governo não comenta

Com anúncio de mais uma centena de novas cidades atendidas neste mês, os interessados em entrar no PNBL (Plano Nacional de Banda Larga) devem ter atenção às letrinhas miúdas do contrato que falam sobre o limite de download.

Em geral, as operadoras estão prometendo 300 MB por mês, considerado pouco por usuários e especialistas. Isso significa que, com a velocidade contratada de 1 Mbps, o usuário vai poder navegar com velocidade máxima de 40 minutos por mês ou 80 segundos por dia.

Depois desse limite, a operadora é livre para cortar a velocidade da conexão para níveis abaixo dos tempos da conexão discada.

Toda navegação que um computador fez pela internet usa download. A página inicial do R7, por exemplo, pesa cerca de 1 MB quando aberta pela primeira vez em um browser. A partir da segunda tentativa, o computador apenas baixa os arquivos que foram alterados no site – a home do R7 passa a pesar cerca de 150 KB (1 MB equivale a 1024 KB) nessa condição.

Isso sem contar em arquivos de música ou vídeo que podem ser baixados. Um usuário do PNBL não conseguiria nem baixar o conteúdo de um CD-ROM, que tem 640 MB, sem ser penalizado.

Esse teto do PNBL espantou o vendedor de imóveis Carlos Alberto de Carvalho Dutra, de São Luís (MA). Ele iria assinar o serviço de uma operadora que ofereceria 500 MB (ainda menos que um CD-ROM). Ele se deu conta que seria impossível de assistir vídeos ou usar redes sociais com esse limite.

- É só para ler e-mails mesmo.

Inconformado com o limite de download, Dutra foi até o site Reclame Aqui, em que outras 60 reclamações sobre o PNBL foram registradas.

O fórum do grupo Transparência Hacker, usado para debater assuntos governamentais e internet, também tem tópicos sobre o assunto, a maioria com críticas ao PNBL. O usuário Dony chegou a qualificar a mensalidade de R$ 35 como “piada sem graça”.

– Uma palhaçada isso, isso é uma proposta indecente e imoral, só aqui mesmo, as pessoas não deveriam aceitar isso, mais uma vez a incompetência reina e as empresas internacionais fazem seus lobbies e mandam e desmandam nesse pais.

A ativista pela democratização da internet Tatiane Pires diz que o PNBL, do jeito que está, não proporciona a experiência de inclusão digital para as classes mais pobres, objetivo do plano. Esses usuários não poderiam baixar um sistema operacional gratuito baseado em Linux, diz Tatiane.

– Não dá pra baixar o Ubuntu, um sistema operacional livre, por exemplo. O Chrome [navegador mais usado no Brasil] se atualiza automaticamente e o arquivo executável (.exe) tem aproximadamente 52MB.

Outro exemplo de tamanho é o programa para fazer a declaração de Imposto de Renda, que neste ano foi de 18,5 MB (6,2% de tudo o que o usuário pode usar no mês).

Um clique e meio por dia

A consultoria WebSiteOptimization analisou os mil sites mais populares do mundo para concluir que as páginas pesam em média 697 KB. Fazendo as contas, os usuários do PNBL com limite de 300 MB poderiam clicar em 45 páginas por mês ou 1,5 por dia. Segundo a consultoria, o peso médio das páginas foi multiplicado por sete em desde 2003.

Isso sem contar nos vídeos. Sites como o R7 e Videolog usam recursos de vídeos que consomem cerca de 3 MB por minuto (o número varia de acordo com as configurações do usuário e a qualidade do arquivo).

Além do problema no download, um estudo divulgado em junho indicou que a velocidade do PNBL é ultrapassada. A associação de consumidores Proteste pede a nulidade dos contratos do PNBL.

O Ministério das Comunicações não retornou os pedidos de entrevista da reportagem.

Link da matéria no Portal R7: Plano Nacional de Banda Larga dá navegação de 80 segundos por dia

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Página sobre o livro A Privataria Tucana na Wikipedia está sob votação para ser ELIMINADA!

Post atualizado! [16/dez] [23/dez]
Votação para eliminar Privataria Tucana da Wikipedia é CENSURA!Votação para eliminar Privataria Tucana da Wikipedia é CENSURA! (Clique para ampliar a imagem.)

Acessei há poucos minutos a página http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Privataria_Tucana e encontrei o aviso que reproduzo a seguir:

Este artigo foi proposto para eliminação por votação.
Você é encorajado a melhorar o artigo, mas não remova este aviso,
o que seria considerado vandalismo, além de não afetar o processo de votação.
Dê a sua opinião e vote (se tiver direito ao voto) na página da votação.
Se aprovada, a eliminação ocorrerá a partir de 19 de dezembro.

A página sobre o autor do livro, Amaury Ribeiro Junior, no link http://pt.wikipedia.org/wiki/Amaury_Ribeiro_Jr,também está sob votação para ser eliminada.

Só conheço um nome para isso: CENSURA!

Atualização 16/12/2011

A votação nas duas páginas está resultando que continuem na Wikipedia:
A Privataria Tucana: 31 votos para manter, 3 votos para apagar;
Amaury Ribeiro Jr.: 15 para manter, 0 para apagar.

Atualização 23/12/2011

As duas votações foram concluídas e os verbetes serão mantidos. Os resultados foram de 32 a favor e 3 contra para a página A Privataria Tucana, e 19 a 0 para a página sobre Amaury Ribeiro Jr.

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CPI da Privataria Tucana

Post atualizado! [14/dez] [15/dez]

Nesta segunda-feira (12), o deputado federal Protógenes Queiroz (PC do B/SP) enviou requerimento de CPI para investigar as denúncias documentadas no livro A Privataria Tucana. Segundo Protógenes, até o momento, já assinaram Ubiali (PSB/SP), Paulo Foletto (PSB/ES), Dr. Aluizio (PV/RJ) e Romário (PSB/RJ).

CÂMARA DOS DEPUTADOS

REQUERIMENTO DE CPI

(Do Sr. Delegado Protógenes)

Requer a criação de Comissão Parlamentar de Inquérito com a finalidade de investigar as denúncias de irregularidades e lavagem de dinheiro apresentadas pelo jornalista Amaury Ribeiro Júnior em seu livro, “A Privataria Tucana”.

Senhor presidente,

Requeiro a Vossa Excelência, nos termos do § 3° do art. 58 da Constituição Federal e na forma do art. 35 do Regimento Interno, a instituição de Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar em profundidade as denúncias de irregularidades e lavagem de dinheiro apresentadas pelo jornalista Amaury Ribeiro Júnior em seu livro, “A Privataria Tucana”.

JUSTIFICATIVA

Está na Carta Magna brasileira, em seu artigo 3º, incisos I e II, que constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil “construir uma sociedade livre, justa e solidária” e “garantir o desenvolvimento nacional”. O livro “A Privataria Tucana”, lançado no último dia 09 de dezembro, revela, com uma farta documentação, um esquema do uso de dinheiro das privatizações, ocorridas nos anos de 1990, para beneficiar políticos e seus apadrinhados. Estas denúncias configuram real ameaça à realização da República nos seus moldes constitucionais.

Em reportagem de capa, a revista Carta Capital, em edição do dia 14 de dezembro de 2011, debruça-se sobre as principais denúncias elaboradas pelo autor do livro, o jornalista Amaury Ribeiro Jr.

Segundo o autor, os documentos secretos da CPI do Banestado demonstram a existência do “maior esquema de lavagem de dinheiro já detectado no Brasil” cujo personagem principal é o ex-governador de São Paulo e candidato presidencial derrotado em 2002 e 2010, José Serra, e mentor o seu ex-tesoureiro de campanha, Ricardo Sérgio de Oliveira.

O livro-reportagem apresenta ainda documentos da Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda que comprovam o envolvimento de parentes de políticos à época, como o irmão do ex-senador Tasso Jereissati, o empresário Carlos Jereissati, no repasse de 2 milhões de reais da suposta propina para a campanha de José Serra ao Senado, no ano de 1994. Segundo Ribeiro Jr., o próprio empresário confirmou a doação, mas o candidato só declarou ao tribunal Regional Eleitoral R$ 95 mil.

Parte das provas do relatório da CPI do Banestado, que comprovam o pagamento da propina das privatizações está em um CD de informação do MTB Bank, instituição financeira liquidada pela promotoria distrital de Nova York por lavagem de dinheiro. Estes arquivos revelam também mais de 10 mil operações das contas chamadas “Contas-ônibus” que levavam e traziam dinheiro de paraísos fiscais que ocultavam os nomes dos responsáveis pelas movimentações. Segundo o livro-reportagem, as planilhas do MTB Bank e outros documentos da CPI do Banestado revelam que o ex-tesoureiro da campanha de Serra, Oliveira, movimentou no exterior, em 5 anos, 20 milhões de dólares.

O livro também mostra a sociedade entre o ex-Governador paulista e o espanhol Preciado, marido da sua prima, na compra de um terreno na capital paulista. O espanhol também movimentava a mesma conta do MTB Bank, usada para lavar o dinheiro das privatizações. O jornalista Ribeiro Jr. lembra que o esquema foi desmontado, em 2004, pela Polícia Federal, na operação farol da Colina. Neste caso, mais uma vez os documentos da CPI do Banestado comprovam a ligação entre José Serra e os apadrinhados na lavagem de dinheiro, ao demonstrar que o espanhol depositou 2,5 bilhões de dólares, entre 1998 e 2002, na conta de Ricardo Oliveira, seu ex-tesoureiro.

A ampla documentação exibida no livro mostra que o ex-tesoureiro da campanha de Serra movimentou 1,9 milhões de reais em 2002, data da disputa presidencial entre o ex-presidente Lula e o então candidato José Serra. Também se verifica a participação da filha de Serra, Verônica, que entre 2000 e 2002, véspera da campanha presidencial, trouxe para o Brasil cerca de 7 milhões de reais procedentes do Caribe.

A reportagem evidencia a ligação entre a filha de José Serra com o banqueiro condenado pela justiça Daniel Dantas em investimentos de 15 milhões de dólares entre as empresas de Verônica Serra e Verônica Dantas, irmã de Daniel Dantas. Os investimentos levaram a filha de Serra a comprar casa de luxo na Bahia e casa em bairro de classe média alta em São Paulo, no valor de 475 mil, onde o pai mora hoje.

As denúncias que no presente requerimento destacamos e que exemplificam a calamidade da situação que aqui temos a intenção de averiguar, vem a público após 12 anos de extensa pesquisa do renomado jornalista Amaury Ribeiro Jr.

Respaldadas por vasta documentação, constituem ameaças reais a democracia brasileira e por isso são, sem dúvida alguma, preocupações atuais de todos brasileiros. Não são denúncias de mero cunho eleitoreiro e não se referem a fatos apagados pelo tempo. Pelo contrário, referem-se a acontecimentos que ainda repercutem na atual política brasileira pondo em risco nosso projeto de democracia e que continuarão a repercutir caso não tomemos as devidas providências.

É por isso que nos é imperativo chamar atenção para o fato de termos que instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito dessas denúncias, respaldada pelas assinaturas que acompanham esta proposição, no intuito de promover uma completa e profunda investigação dos fatos alardeados.

Sala de Sessões, 12 de dezembro de 2011.

DELEGADO PROTÓGENES
Deputado Federal – PCdoB/SP

Atualização 14/12/2011

Deputado Protógenes informou que já tem mais de 100 assinaturas para a CPI da Privataria Tucana. Segundo o Portal Vermelho, Marco Maia garantiu que a CPI será instalada assim que o deputado tiver o mínimo de 171 assinaturas.

Marco Maia instalará a CPI da Privataria, proposta por Protógenes — Portal Vermelho

Atualização 15/12/2011

Vai sair a CPI da Privataria!!! Deputado Protógenes informou hoje pela manhã no Twitter que será ultrapassada a marca de 200 assinaturas.

https://twitter.com/#!/ProtogenesQ/status/147269793798569984

Atualização 15/12/2011 [2]

CPI da Privataria Tucana tem 172 assinaturas, eram necessárias 171. O 171º deputado a assinar foi Juliano Rabelo (PSB/MT); o 172º, Brizola Neto (PDT/RJ).

A casa caiu: Protógenes cria CPI!

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A Privataria Tucana e a credibilidade

No Comentário de Política do Jornal da Gazeta, Bob Fernandes, editor-chefe da revista eletrônica Terra Magazine, diz que haveria, da parte das grandes empresas de mídia, desconfiança quanto a credibilidade do jornalista Amaury Ribeiro Junior e que seria esse o motivo do “silêncio estrondoso” da própria mídia sobre A Privataria Tucana. Momento oportuno para Bob lembrar que não houve o mesmo questionamento sobre a credibilidade de João Dias e de outras figuras.

Sete ministros da presidente Dilma já caíram. sempre em razão de denúncias de corrupção ou tráfico de influência. Em todos os casos, a mídia cumpriu seu papel. Investigou e manchetou. Impiedosamente. A oposição botou a boca no trombone, como lhe cabe fazer. Mas desde sexta-feira o que se ouve é um Estrondoso Silêncio.

Sexta-feira chegou às livrarias “A privataria tucana”.

De autoria do jornalista Amaury Ribeiro Jr, o livro trata de um milionário esquema de lavagem de dinheiro. Dinheiro que seria fruto de operações desde a época em que, no governo Fernando Henrique, o Brasil privatizou seu setor de telefonia.

O livro tem 340 páginas: 112 páginas são documentos. Documentos confidencias da CPI do Banestado, documentos obtidos em juntas comercias, e em paraísos fiscais. Personagens centrais do livro são o ex-diretor do Banco do Brasil, Ricardo Sérgio de OIiveira, e José Serra. Serra e alguns dos seus familiares.

Também na sexta-feira, a revista Carta Capital chegou às bancas com o mesmo tema: o livro de Amaury. Na sexta a revista Terra Magazine entrevistou Amaury, no sábado o jornal da Gazeta informou, as redes sociais debatem desde então. E é só. Nenhuma notícia nos telejornais, jornais, na chamada Grande Mídia. Só um silêncio ensurdecedor.

Se murmura que faltaria credibilidade a Amaury Ribeiro. Isso por ele ter sido indiciado pela Polícia Federal. Há um ano, sob acusação de espionar Serra e sua família. Em seu livro, Amaury diz que investigava, isso sim, era a espionagem no ninho tucano. Da campanha de Serra contra Aécio Neves.

Perguntas: alguém invocou credibilidade do Sombra, aquele que recebia e pagava e levou à queda do governador Arruda? E quando Roberto Jefferson denunciou o chamado mensalão? Os motivos que o levaram à denúncia, a sua carreira até então, silenciaram o noticiário? Não. E nem deveriam silenciar.

O policial João Dias, que recebia dinheiro como confessou, há pouco levou à queda do ministro dos Esportes, Orlando Silva. O policial fez a denúncia dizendo ter um vídeo onde entregava dinheiro para o ministro ou os seus. O vídeo não existe. Mas o noticiário seguiu, fatos surgiram e o ministro caiu.

E Paulo Lacerda? O íntegro, o competentíssimo, honesto delegado que refundou a Polícia Federal? Lacerda deixou a Abin, foi para o exílio em Portugal por conta de um grampo eletrônico que nunca existiu. Mas que serviu para começar a matar a operação Satiagraha. Aquela que prendeu Daniel Dantas. Dantas que também está no livro.

Os citados no livro A Privataria Tucana seguem em silêncio. A mídia, sempre pronta para investigar e manchetar, segue em silêncio. Um silêncio estrondoso. Se continuar assim, um silêncio profundamente revelador.

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‘A Privataria Tucana’, livro de Amaury Ribeiro Jr sobre as privatizações de FHC

Post atualizado! [10/dez] [12/dez] [13/dez]

O livro A Privataria Tucana é resultado de 12 anos de trabalho do jornalista Amaury Ribeiro Jr e apresenta documentos de lavagem de dinheiro e pagamento de propina, todos obtidos licitamente a partir de fontes públicas.

Em entrevista à Carta Capital, Ribeiro Junior diz que “ficou bem claro durante as eleições passadas que Serra tinha medo de esse meu livro vir à tona. Quando se descobriu o que eu tinha em mãos, uma fonte do PSDB veio me contar que Serra ficou atormentado, começou a tratar mal todo mundo, até jornalistas que o apoiavam. Entrou em pânico.” Leia entrevista completa no site da Carta Capital »

Atualização 10/12/2011

Serra tentou comprar o estoque de Privataria Tucana da Livraria Cultura.

O ex-governador José Serra telefonou ontem à noite para a loja da Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo, pedindo para reservar todos os 50 exemplares do livro “Privataria Tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro Júnior, que tinham acabado de chegar. O pedido foi negado, segundo uma fonte da livraria que preferiu não se identificar. Leia mais no Brasil 247 »

Segundo a @maria_fro, o livro já vendeu mais de 15 mil exemplares em dois dias. Definitivamente, o livro é uma bomba!

Atualização 12/12/2011

Referências a outros livros que encontrei em textos sobre Privataria Tucana:

Atualização 13/12/2011

Blog da Dilma disponibiliza o livro A Privataria Tucana em pdf para download. E complementam:

A blogosfera progressista deu um tremendo Olé na imprensa nacional. O livro Privataria Tucana se esgotou em menos de 48 horas. Sucesso absoluto!

E antes que algum privatista nos acuse de “pirataria”, avisamos que recomendamos a compra do livro tão logo ele reapareça nas livrarias e que estamos aqui somente promovendo a livre circulação do conhecimento, que nos está sendo negada por empresas que se dizem a favor da liberdade de expressão!!!

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Seminário Comunicação em Pauta, etapa estadual

O Seminário Comunicação em Pauta, promovido pela Secretaria de Comunicação e Inclusão Digital, foi realizado nas 9 Regiões Funcionais de Planejamento em que o estado do Rio Grande do Sul foi dividido: Santa Maria (RF8), Santa Rosa (RF7), Santa Cruz do Sul (RF2), São Lourenço do Sul (RF5), Osório (RF4), Porto Alegre (RF1), Passo Fundo (RF9), Caxias do Sul (RF3) e Bagé (RF6).

Temas como marco regulatório das comunicações, convergência tecnológica, fortalecimento do sistema público de comunicação, marco civil da internet, respeito à diversidade nos meios de comunicação, participação social, regionalização dos conteúdos televisivos e políticas de inclusão digital foram abordados nas 9 regiões.

A etapa estadual do seminário nesta quinta e sexta-feira, 8 e 9 de dezembro, no Auditório da Caixa Econômica Federal (Rua dos Andradas, 1001 — no centro de Porto Alegre). Confira a programação:

Quinta-feira, 8/12
18h30
O Conselho Estadual de Comunicação Social da Bahia
Palestrante: Secretário de Estado de Comunicação Robinson Almeida
Abertura: Secretária de Estado de Comunicação e Inclusão Digital Vera Spolidoro

Sexta-feira, 9/12
09h00
A importância da participação social na Comunicação
Palestrantes: Conceição Oliveira (Blog Maria Frô), Laurindo Leal Filho (Profº da USP e apresentador do programa VerTV), Marcelo Branco (Ativista pela liberdade do conhecimento/SoftwareLivre) e Rachel Moreno (Psicóloga e coordenadora do Observatório da Mulher)

14h
Audiência Pública sobre Radiodifusão Comunitária
Ministério das Comunicações, Secretaria de Comunicação e Inclusão Digital e entidades da sociedade civil.

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